sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Mini-Intervalo

Oi novamente, afinal ainda consegui vir aqui dar uma perninha, antes de voltar para as minhas férias, assim aproveito e venho contar como foi em Montargil.

É complicado explicar, até porque tenho a cabeça e as pestanas um pouco pesadas devido ao facto de em três noites não ter dormido nada de especial.
Mas tentando de qualquer das formas, foi praia, andar de barco, andar a curtir naquelas bóias que se agarram aos barcos, andar aos saltos na água (muito fixe mesmo, embora os meus braços e peitorais se andem a queixar á 2 dias do contrário) umas belas noites de pokerzada, na 1ª não me mostrei, mas na ultima fiz uma recuperação fantástica e apesar de ter perdido no final, o prémio combatividade já cá canta, ehehehehe.
Por fim, mas se calhar mais importante, tenho uma ideia espectacular para vocês, juntem-se com 45 a 50 amigos , dão dez euros cada um, e compram-me um PS3 com o guitar hero (com a guitarra) (e sim já tive a ver preços, é mais ou menos 450 - 500 euros :) ) para os anos, epá joguei e adorei, se fosse mais barato e se tivesse mais tempo, era compra certa, com três dias de treino já andava eu a fazer riffs à Jimi Hendrix, a saltar como os Korn em Freak on a leash e a falhar notas como os gajos de Fonzie (também me doem os dedos por sinal) , mas adorei o jogo, já andava aos pulos e a dançar com a guitarra na mão e desde que não tenha de fazer back vocals, não sei não. André vamos fazer a tal banda? eheheheh

Até Setembro pessoal, Burgau nunca mais vai ser o mesmo :P

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Férias

Olá a todos, ontem dia 17, foi o meu primeiro dia de férias, foram as minhas primeiras férias de verão desde há dois anos atrás, o que é simplesmente curioso, ou então não.
O que quero dizer com isto é que me vou ausentar apartir de hoje, ou amanha de manha, espero eu, para Montargil e depois Burgau (acho que é assim que se escreve) para uns dias de descanso, praia e divertimento, possivelmente até voltar não irei escrever nada, por isso não desesperem e espero que não sintam muitas saudades eheheh, sei de pelo menos uma miuda que para sua tristeza não vai ter com que se entreteter, mas é assim a vida.
Portanto Portem-se bem e tenham juizinho e já agora para os que também estão de férias Boas férias e para os outros, aguentem-se e Bom trabalho, mas que seja pouco e ligeiro :)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O ceptro de Aerzis

Ontem de manha, num belo e ligeiramente ventoso dia de praia lá para os lados da Ericeira, acabei de ler o ultimo livro da trilogia de "O ceptro de Aerzis". Adquiri esta trilogia, toda em conjunto, à uns meses atrás, por mera curiosidade do tipo de livro e pelo facto de ter sido escrita por autora portuguesa.
Comecei logo bem, porque mal cheguei a casa e abri o primeiro livro, não foi o meu espanto, quando descobri que das primeiras cem paginas, apenas cerca de metade estava impressa, ainda tentei entender se era mesmo assim, ou se existia algum erro, mas após ler um pouco e perceber que a história não estava a fazer sentido, dirigi-me ao balcão da fnac (já devia estar a ganhar algum dinheiro pela publicidade grátis :) ) onde tinha adquirido os livros e simplesmente troquei o primeiro livro, o único atingido pelo misterioso desaparecimento de páginas.Assim comecei a ler os livros, com algumas e por vezes razoavelmente longas paragens pelo meio, devido a interesses sobrepostos, e ao fim de cerca de 6-7 meses acabei então de ler o último.

É de elogiar a dedicação pura, a honestidade, a simplicidade e a beleza da escrita desta jovem (sim jovem, começou a escrever o primeiro livro com 15 anos e tem agora 22-23 anos) que nos conta a história de uma linhagem élfica (avó, mãe e filha) contra um "mal" que há muito assombrava aquelas terras encantadas, cheias de magia, elfos, fadas, duendes, gnomos, espíritos e anões. Ao longo dos três livros dá-nos a conhecer as três personagens principais de uma profecia, bem como o seu crescimento (pessoal, psicológico e espiritual), aventuras e amores. Aliando uma escrita atraente mas simples, sendo suficientemente descritiva para se ter a noção das situações, sem cair no exagero de dar uma grande seca ao leitor, a Inês Botelho (nome da autora), tem ainda um olhar critico sobre o mundo em que vivemos, o mundo do material, do consumismo, do aqui e agora e do capitalismo, onde tudo o que interessa são os resultados. Em oposição revela-nos um mundo fantástico, simples e natural, com preocupações ecológicas, onde é exultada a beleza e a essência da natureza e do espiritual.

Assim e partindo do principio que autora não é, e possivelmente nem tem intenção de ser, nenhum Tolkien ou parecido, conseguiu elaborar uma bela história que vale a pena ler e que nos deve fazer parar um pouquinho para pensar na nossa vida, mas também que existem muitos e bons escritores em Portugal, que se calhar para serem maiores e melhores apenas precisam de algum apoio.

Despeço-me assim com um Até á próxima

sábado, 15 de agosto de 2009

Num qualquer quente dia de verão alentejano.

6ª Feira dia 14 de Agosto, podia ser mais um qualquer extremamente quente dia passado no interior alentejano, mas não! Estava em Lisboa e tinha acabado de receber uma notícia que iria alterar o meu humor, bem como o resto da minha 6ª feira e o sábado.

Tinha falecido um conhecido, um amigo, o avô da minha melhor amiga. O seu estado era conhecido, e tendo em conta o seu problema previa-se que mais tempo menos tempo iria fazer a travessia para o outro lado. Tendo em conta que foi o 3º avô em 2 meses de amigos meus que fizera essa travessia, senti-me um pouco estranho e com uma pontinha de receio, pela tristeza dos meus amigos, pela minha e devido ao facto de só ter um avô, também ele com os seus problemas de saúde, e a quem eu não vejo ou ligo tanto como devia.

Mas mudando de atitude, porque não foi de coisas tristes que eu vim falar, tal como estava a dizer, privei algum tempo com esse senhor e a sua família, sempre o achei uma pessoa forte, bem disposta, saudável, positiva e confiante, passei os últimos dias a recordar-me dos grelhados, dos coelhos, das flores e de um sorriso ou uma risada, que demos aquando da ultima vez que tive como ele à cerca de um mês e qualquer coisa, já eu sabendo o estado dele e ele ainda suspeitando que se passava alguma coisa não sabendo ao certo o que. Mas é isso mesmo que eu quero reter, o sorriso de uma pessoa positiva e que criou/faz parte de uma família fantástica.

De certa forma sinto que ele, se juntou “lá em cima” aos outros avós (três de minha parte), partindo assim para uma vida melhor, mais feliz e mais divertida, permanecendo igualmente a olhar cá “para baixo” a cuidar dos seus e ajuda-los nas suas vidas e nas suas batalhas.

Assim despeço-me com alguma tristeza mas com um simples sorriso e desejo-lhe a ele, aos meus avós e a todos os que já fizeram essa travessia, avós ou não, um sentido .....


Descansem em Paz.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Estou de volta ?!?

Estou a pensar, talvez, se calhar, possivelmente, retomar a minha escrita, já à bastante tempo que não escrevo nada, possivelmente estarei enferrujado, mas como também nunca fui grande espingarda não irá ser nada. De qualquer das formas, não lancem para já os foguetes (ou não comecem já a ter pesadelos), porque esta vontade pode se dever apenas ao facto de estar muito cansado, e com sono, por isso a ver vamos o que os próximos dias nos trazem.

Assim deixo duas frases cinéfilas que me estão na cabeça

"I'l be Back" do maior, do Arnaldo, no Exterminador Implacavel (obra de arte, simplesmete, acrescento)

"I'm Back" do Joaozinho Malkovich, em Destruir depois de ler (É de salientar o brilhantismo e intelegencia da comédia, as pequenas nuances e o Joazinho de boxers xinelos e robe, na rua a gritar esta frase, numa alusão ao que a critica dizia sobre ele já ter morrido para o cinema)

E já agora, tendo em conta a data, e o que se passou nos ultimos dias, uma homenagem ao senhor da Guerra de 1908, o Sr. Solnado... após ver algumas coisas que ele fez, fantástico simplesmente

sábado, 10 de janeiro de 2009

Twenty Two

I'm one year older now since last time I saw you
in case you wanna know, I'm about to say what I'm up to
first of all I'm a sluggard movin' slow in a clumsy way
some peace of mind is what I want, but that will be the day
I've been going with the flow for too long now, this must end
running 'round in circles, I've been so far away from myself
searching for the energy and the time to make a change in my life
instead of watching it pass by, get something done while I'm alive.

I'm twenty two, don't know what I'm supposed to do
or how to be, to get some more out of me.
I'm twenty two, so far away from all my dreams
I'm twenty two, feeling blue.

I try to activate myself the best I can
so that boredom won't catch up with me, i've my daily plan
wake up late, then rehearse a bit with the band, I guess it's cool?
Later when I'm home again I boil a note or two
then I go to bed that's what I do.

Afraid that I will be weak forever
I can't stay in this shape any longer
my life's just another cliche.
Letra de Millencolin

Não sei porque, mas faz-me um certo sentido.
Espero que 2009 acabe melhor do que começou.
:S

domingo, 9 de novembro de 2008

Tempo (Parte 2)


Olá a todos, após um interregno de muito tempo sem escrever, achei que hoje poderia voltar e escrever umas linhas, tenho a total noção se não tivesse escrito esta primeira frase o restante texto faria o mesmo sentido e teria a mesma importância, mas pronto, já está, já está, mas voltando ao que eu tinha para dizer, passou agora algum tempo desde que escrevi sobre o tempo, hoje volto, de certa forma, a utilizar o mesmo tema, apesar de forma um pouquinho diferente (tão multifacetado que este tema, incrível). Encontro-me neste momento da minha vida num, como eu gosto de definir, momento de “estabilidade”, relativamente boa e feliz, tenho emprego, tenho amigos, recebo relativamente bem e mais ou menos tenho uma vida social, no entanto algo me falta, algo me faz confusão, algo me deixa a pensar. Parece que o tempo de repente parou e que estou sempre a repetir tudo. Os dias parecem todos iguais e mesmo quando saio, os amigos são os mesmos de sempre, os sítios são os mesmos, as actividades são as mesmas, não é que eu não goste, mas simplesmente é tudo igual, não existe um caminho, uma direcção, uma luz, uma diferença é como caminhar num deserto e toda esta "estabilidade" faz-me confusão, talvez porque esta não é ainda a "estabilidade" que eu quero para mim, faz-me falta a novidade, a loucura, a sensação de desespero, de crise, da existência de um possível fim do mundo no próximo segundo e meio. Mas não sei, se calhar sou apenas eu que sou atrofiado na cabeça, bater com ela em todo o lado quando se é pequeno não ajuda:), de qualquer das formas como disse Malkovich e muito bem dito. "Estou de volta" (espero eu) e até já Mr. Black.

Beijinhos e Abraços
;)